Entrevista: Cíntia Valente e o bairro planejado da Rossi

 

Foto Cintia e Gustavo

O nome da moça da foto é Cíntia Valente, gerente de marketing da Rossi. Ela vem ao blog nos contar sobre a sua carreira e detalhes do novo projeto da Rossi: o bairro planejado Rossi America, o qual nós da 2Day temos orgulho de ter assinado a  pesquisa de mercado .

 

Conte um pouco sobre a sua história de vida.

Sou natural de Curitiba mas moro em Porto Alegre desde muito pequena. Trabalhei na área financeira e, junto com a faculdade, comecei estágio em agência de propaganda. Me formei na Unisinos. Foram 11 anos de experiência em agências, principalmente na área de atendimento. Há um ano saí da Agência Matriz e assumi a gerência de Marketing da Rossi. Gosto muito da área de marketing e propaganda.

Narre um dia na vida da Cíntia.

Todas as manhãs tomo café com a minha filha de seis anos. É a hora de combinar o dia e fazer planos. Momento família. Trabalho perto da Rossi e muitas vezes consigo almoçar em casa e levá-la na escola. Mas também gosto de aproveitar esse horário para encontrar com colegas e fazer almoços de relacionamento com veículos ou com outros profissionais da minha área. À tarde geralmente tenho reuniões na Rossi. Alguns dias da semana são dedicados a circular nos plantões, verificar os produtos, fazer cliente oculto onde ainda não sou reconhecida pelos corretores. Tenho viagens pelo menos duas vezes por mês, já que me envolvo também com o marketing da Rossi em Curitiba. Um dos benefícios de trabalhar em marketing é que por mais que se tenha muitas tarefas, os dias são sempre diferentes uns dos outros.

Como ocorreu a sua aproximação com o marketing imobiliário?

O meu primeiro cliente na agência que estagiei foi uma incorporadora. Como atendimento, tive contato com esse mercado diversas vezes, inclusive com a Rossi, que era minha cliente na agência Paim. Acho um mercado inspirador. Já tinha essa identificação, gosto da dinâmica, da mecânica do mercado imobiliário: o envolvimento com o produto, a conceituação, o jeito de pensar o produto de acordo com os sonhos dos clientes. Ver a campanha de lançamento se materializar, ver a alegria das famílias que compram suas residências e depois a obra acontecendo, crescendo e sendo entregue. Esse ciclo é muito bom de acompanhar.

 

PESQUISAS DE MERCADO E O LANÇAMENTO DO ROSSI AMÉRICA

 A Rossi acaba de lançar um bairro planejado. Como uma ideia tão ousada assim nasce?

Quanto mais ousada, mais a gente se dedica. E acredito que com muita dedicação e uma boa dose de humildade, a Rossi consegue se posicionar como criadora de projetos pioneiros.

Creio que para um lançamento deste porte, uma pesquisa de mercado seja essencial. Qual o histórico da Rossi com este tipo de serviço?

Os projetos da Rossi têm um tempo de maturação que nos permite analisar vários cenários. Isso inclui pesquisa, pois temos consciência de que não podemos criar um produto se não há público. E muitas vezes nós mudamos o produto de acordo com o resultado da pesquisa.

Como ocorreu a parceria com a 2Day?

Chamamos a 2Day para nos ajudar a pesquisar o primeiro produto do bairro Rossi América. O resultado foi muito bom. Recebemos um cenário que tinha algumas confirmações das nossas percepções e algumas contradições do que a gente imaginava. Tomamos decisões em cima do resultado da pesquisa.

Quais fatores da pesquisa de mercado ajudou a nortear o desenvolvimento do produto?  A pesquisa foi toda aproveitada.

Obtivemos dados sobre produto e alteramos a área de lazer. Recebemos dados sobre preço e perfil dos moradores da região, o que norteou a abrangência do lançamento na cidade. E tambén dados sobre o perfil dos moradores, o que nos ajudou na campanha e na estratégia de divulgação, além de ajustes no próprio projeto.

Como você imagina a vida no Rossi América?

Imagino um lugar onde vai haver bastante convívio. Já estamos notando que a avenida é um ponto de encontro. Temos áreas de convivência previstas, elas vão privilegiar o contato dos moradores entre eles e com a natureza. Acredito que vai ser um lugar onde o cliente vai ter tudo: amigos, segurança, lazer. Vai visitar os vizinhos. Vai sair do trabalho e ir pra casa pq no bairro ele vai poder fazer compras, vai poder se divertir e aproveitar a família.

Você acha que em breve teremos um “boom” de bairro planejados devido a segurança oferecida? Como a Rossi está posicionada neste sentido?

Acho que “boom” não é bem a palavra, pois áreas como as que a Rossi tem na cidade já não estão disponíveis. Mas é um conceito que casa muito bem com o que as pessoas estão procurando hoje. Talvez isso ocorra em locais mais afastados das áreas urbanas.

Além de ser fator decisivo para o lançamento de um produto, como você enxerga as pesquisas de mercado na formação de uma estrutura de uma campanha publicitária. Digo, no caso do Rossi América como a comunicação foi pensada, executada?

A pesquisa foi de extrema importância para a campanha. Com ela nós identificamos o consumo de mídia do público que estávamos buscando. Durante todo o desenvolvimento da estratégia, do planejamento, consultamos a pesquisa para nos direcionar. Identificamos quais pontos eram mais importantes para as pessoas e aproveitamos cada um deles, contemplando-os em todas as ações planejadas.

Fique à vontade para discorrer mais sobre o projeto ou sobre a 2Day .

O método de trabalho com a 2Day é ótimo. Além de fazermos todo o processo a quatro mãos, contamos com a experiência da equipe de pesquisa que já conhece o mercado e tem plenas condições de contribuir, de opiniar e de concluir junto com a Rossi. O diagnóstico conta com o expertise da empresa em cima dos dados. Isso faz toda a diferença.

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Ouça: 2Day no Programa Empreendedores da Band

Olá pessoal!

Na última semana, eu, Patrícia Longhi, me aventurei no campo do rádio. Participei do Programa Empreendedores, do jornalista Affonso Ritter, da rádio BAND RS.

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Durante a entrevista, falamos sobre meu currículo e como cheguei até a criação da 2Day, além de detalharmos os vários serviços da empresa.

Um bate-papo descontraído, que explicou ainda mais como funciona a 2Day Estudos de Mercado.

Quer escutar a entrevista? Ouça abaixo:
Primeira parte da entrevista:

Segunda parte da entrevista:


Eduardo Becker: por uma vida mais iluminada

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Além da iluminação, o arquiteto Eduardo Becker dedica-se ao cuidado de cães

O sucesso de uma pessoa ou empresa é fruto da soma de parcerias que faz no decorrer de sua trajetória. Com a 2Day não é diferente. A empresa cerca-se dos melhores profissionais. E hoje um deles estreia um novo espaço no blog. O arquiteto Eduardo Becker nos conta sobre o seu cotidiano e o caminho que percorreu até ser reconhecido como referência em iluminação no Brasil. Confira a entrevista:

Conte um pouco da tua história?
Once upon a time… A minha história é como de muitas pessoas que são determinadas e que trabalham muito para alcançar um objetivo. Talvez ao longo dos meus 40 anos feitos em 2 de janeiro possa apontar alguns marcos. Primeiro diria que com minha vó, Erica Becker, aprendi a não desistir, pois ela alemã e casada com um alemão Hermann Becker e morando no Rio de Janeiro, no prédio da embaixada americana, durante a guerra não conseguiam emprego para nada. Mas por ironia sobreviveram fazendo “american food” para o pessoal da embaixada, ela falava quatro línguas e era uma pessoa muito culta.
Depois disto, penso que aprendi a disciplina tática e mental com o Hélio Carraveta, meu técnico de atletismo e hoje responsável pela preparação técnica no Internacional. Aos 20 anos fui pai pela primeira vez e aos 22 pela segunda. Não foi nada fácil sustentar uma família e pagar a faculdade de arquitetura com 512 reais por mês. Fiz muito trabalho para fora, muitos projetos elétricos e hidráulicos para pagar a faculdade e sustentar minha família.
Neste meio tempo o amor por cães de raça me ajudou a aguentar o esforço e a luta, na realidade eles me ajudaram a ter minha primeira grande vitória na Arquitetura. Através deles eu conheci minha primeira cliente nesta área e hoje minha gigantesca amiga: Kenia Behr. Depois os cães me levaram mais além, através deles eu venci um concurso de desenho nos Estados Unidos, sendo o primeiro sul americano a fazer tal feito. Com isto recebi e-mails de todos os continentes, pois acinofilia move alguns bilhões de dólares no mundo por ano. Com isto eu escrevi algumas matérias para revistas no Brasil e nos USA, além de publicar algumas histórias em quadrinhos nestas revistas de cães. Hoje em dia tenho dálmatas premiados nos Brasil, Uruguai, Argentina e Estados Unidos e sou diretor de eventos do Dálmata Clube de São Paulo.
Mas na arquitetura minha vida mudou em dois momentos: primeiro quando o arquiteto Carlos Fayet me contratou, um ícone da arquitetura brasileira, e depois quando fui trabalhar para a arquiteta Cristina Maluf, aonde minha história com a iluminação começou.

Como é o teu cotidiano? Narre um dia na vida do Eduardo.
Tenho um dia bem cheio! Acordo sempre as 6:15, levanto e dou comida a meus cães. Claro, junto também o PIB deles (risos). Me exercito, tomo banho, acordo o resto da casa, minha segunda esposa que me trouxe equilíbrio e minha filha pequena. Chego no escritório às 8h30, quando chego, pois normalmente já tenho reunião fora bem cedo. Não é fácil, o Atelier de Iluminação, como meu escritório é conhecido tem uma média anual de mais de 40 projetos espalhados pelo Brasil. Então é bem corrido. Em 2008 fechamos 69 projetos e este ano já fechamos 15 até hoje. Me orgulho muito de ter credibilidade e força para tocar todos estes projetos. Bom, o dia termina lá pelas 20h30, este é o horário que costumo conseguir descançar e aproveitar minha família e casa.
Além disto ainda divido meu tempo como membro do COMCET, Conselho Municipal de Ciência & Tecnologia, que é ligado ao INOVAPOA, ligado ao ministério da Ciência & Tecnologia, aonde estou presidindo uma Pré-Conferência de Energias Renováveis a se realizar em maio em Porto Alegre. Como Diretor de Eventos do Dálmata Clube de São Paulo, aonde estou fazendo uma entrevista com uma das mais importantes criadoras de Dálmatas dos USA e estou sendo indicado para uma cadeira no Conselho de Sustentabilidade da FIERGS, representando a Sociedade de Engenharia do RS.

Como ocorreu a tua aproximação com o os projetos de iluminação?
Aproximadamente a dez ou onze anos fui trabalhar para a Cristina Maluf e eu não sabia nada de iluminação. Mas logo fiquei apaixonado pela área e comecei a estudar muito, sou totalmente determinado e passei muitas noites lendo e interpretando mil gráficos e fórmulas, mas sem ver e comparar o que se lê com o que se obteve não adianta.
Em 2004, abri meu primeiro escritório a Becker & De Paula – Atelier de Iluminação, foi uma parceria bem sucedida, Contudo, queria ir muito além e decidi que deveria levar minha carreira de maneira totalmente independente. Em 2008 surge a Eduardo Becker – Atelier de Iluminação, hoje já me aproximo de 300 projetos de Iluminação e já passei de um milhão de metros quadrados projetados a tempos. Hoje estou começando uma nova fase buscando uma projeção internacional. Não sei se conseguirei, mas se não tentar…

E a tua parceria com a 2DAY. Discorra um pouco sobre ela.
A minha chefe? (risos) Já conhecia a Patrícia Longhi, dos tempos da Goldsztein e aí o Paulo e Eda Fontoura, meus grandes amigos, me falaram do trabalho dela na frente da 2Day e nos entendemos na hora. Temos um perfil muito semelhante e para mim foi muito importante este contato com a 2Day, pois a empresa tem uma grande visão e entendimento do mercado e me vejo na obrigação de seguir os planos traçados pela 2Day e o Atelier e tudo esta indo de acordo com o planejado. Agora vamos para os passos seguintes e espero contar com eles por este caminho longo que ainda temos.

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A iluminação desta residência, realizada por Eduardo Becker, exalta belezas naturais do Delta do Jacuí

Para os leigos, como é planejado um projeto de iluminação?
Primeiro: não há receita de bolo. Às vezes me perguntam que lâmpada eu uso, mas tanto uma lâmpada ou uma luminária não passam de ferramentas e a forma como são usadas e na sequência que são usadas é que garantem ou não o sucesso.
Primeiro é importante analisar o espaço e a arquitetura. Depois precisamos entender o estilo do cliente. Caso seja um Projeto Comercial, além dos itens anteriores, precisamos entender muito bem o público alvo, faixa de mercado, região que será instalada a loja ou rede dela. Por exemplo, há uma diferença enorme no entendimento da luz quanto a região. Seguido tenho comentado que em matérias que leio de revistas européias eles possuem uma percepção e um gosto muito diferente do que chama de ideal em temperatura de cor, eles tem demonstrado uma preferência por uma luz mais azulada e aqui na América do Sul temos uma preferência por uma luz mais amarelada e em relação a aparência saudável da pele! Nós somos bronzeados ou buscamos isto. Na Europa já é o contrário, por isto cuidado com o que leem é preciso filtrar.
Normalmente conceituo o ambiente por referências e simulo alguns ambientes ou detalhes, após isto fazemos um lançamento inicial e orçamos para ver se estamos adequados as necessidades do cliente, fazemos vários outros cálculos, pobre do meu pessoal! Conta de energia, de manutenção em anos, índices obtidos, etc. No fim é realmente um material completo e auto explicativo,alguns colegas gostam de dar cadernos grossos com cálculos e gráficos complexos que só confundem os clientes. Eu não penso que seja por aí.

Que fatores devem estar casados com o ambiente para a iluminação ficar perfeita?
Acertaste na mosca! Tem que casar o ambiente, isto não é fácil. Precisamos ter uma atenção grande aos detalhes e informações, tudo é importante.

No momento está envolvido com quais projetos?
Hoje estou envolvido com 15 prédios, sete condomínios, sete residências, três revendas de automóveis e muitas lojas. Alguns deles podem ser vistos nestes endereços: www.parigi.com.br, www.clave.com.br e www.querodubai.com.br.

Na arquiteura, assim como na moda, sempre ouvimos falar muito em tendências. Existe uma tendência atual na área de iluminação? Se positivo, qual é ela?
Sim, arquitetura e moda tem muito em comum. Vivemos de inovação e criatividade. Não diria que seja neste caso uma tendência passageira, mas os LEDs chegaram para revolucionar a vida das pessoas. Tenho trabalhado bastante na busca da implantação de Iluminação Pública com LEDs, isto vai trazer uma economia gigantesca a cidade, ao consumo e no fim aos nossos bolsos que pagam a iluminação pública. Poderia falar horas sobre isto, mas fica para outra.

Quando executa um projeto de iluminação qual é o seu objetivo maior?
Satisfação do cliente, sem isto nada valeu.

Além de iluminar, que outros verbos você gosta de conjugar?
Viajar, estou indo para Europa dia 09. Cozinhar com os amigos, fiz um passeio maravilhoso a Miolo em Wine Day. Cachorrear, meus cães são um hobby muito sério. Amar minha família, minha esposa e três filhos.

Deixe o teu site, blog para as pessoas contatarem o teu trabalho?
O site e o blog estão a caminho, mas o e-mail esta aí: eduardo.becker@atelierdeiluminacao.com.br