Curvas: mais que uma questão de gosto

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Você já se emocionou observando um objeto ou edifício – que não tinha nada de artístico – e não entendeu o motivo? Calma, você não está louco. Recentemente, o psicólogo Oshin Vartanian, da Universidade de Toronto, conduziu uma pesquisa sobre a influência das formas curvas e lineares no cérebro humano. O que ele descobriu? As pessoas amam curvas.

Vartanian fez uma experiência com voluntários: realizava tomografias enquanto mostrava-lhes 200 imagens pré-selecionadas. A tarefa dos voluntários era apenas dizer “bonito” ou “feio”. O estudo revelou que a afeição humana pelas curvas trata-se de um traço neurológico. Tanto homens quanto mulheres preferem objetos curvilíneos visualmente. Mais do que agradar esteticamente, eles atingem os usuários também de forma emocional.

Mas por quê? Para Moshe Bar, especialista no assunto e neurocientista que atua junto à Escola de Medicina da Harvard, o fenômeno está ligado ao instinto de sobrevivência. Uma de suas pesquisas, realizada anos atrás, comprovou que quando alguém vê elementos com terminações retas, a amídala é ativada. Esta é a parte do cérebro que processa o medo. Bar e seu colega Maital Neta propõem que o cérebro associa as linhas retas ao perigo, pois objetos afiados tendem a ser uma ameaça. Interessante, não?