Ação de marketing: não esqueça do mascote

Os mascotes estão de volta, e com toda força. Se antes ficavam quase que totalmente restritos à televisão, os personagens agora parecem ganhar novo fôlego com a explosão das redes sociais.

Mas será que o uso de personagens (ou mascotes) por marcas pode ser um bom caminho? Uma reportagem da Advertising Age apontou o que sempre foi muito discutido em termos de marketing nas redes sociais.

Para Carol Phillips, presidente do grupo de consultoria Brand Amplitude, o bom dos mascotes é que eles “nunca se envolvem em problemas com a justiça, não pedem aumento de cachê e podem ser usados por um longo período de tempo”.

A Kraft Foods, por exemplo, recentemente criou uma personagem que vive quase inteiramente online: o Peanut Butter Doug. O personagem realiza proezas arriscadas e seus feitos sempre terminam da mesma maneira: com ele sendo esmagado e transformado em creme de amendoim. A ideia é aguçar o apetite do consumidor para a entrada da companhia no disputado mercado americano de creme de amendoim.

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Já para promover uma marca de cereal, a Kraft utiliza a personagem Mel, que luta contra a auto-estima e problemas de identidade. A marca aposta em comerciais e utiliza a fan page do Facebook para postar histórias mais desenvolvidas, como por exemplo um vídeo onde Mel se junta a um grupo de arte-terapia para trabalhar sua “crise existencial”.

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Quem também está apostando no poder dos mascotes é a Bayer, ao reavivar o bebê Alka-Seltezer . O personagem foi aposentado décadas atrás e agora está de volta de forma maciça em anúncios de TV. De acordo com a empresa, o retorno do personagem aumentou significativamente o envolvimento do consumidor com a marca.

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É que em muitos casos, segundo a pesquisa da Advertising Age, os consumidores preferem interagir on-line com um personagem bonito ou fofo do que com um executivo corporativo sem rosto, o que torna muito mais fácil estabelecer uma conversa com o consumidor.

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